Nenhuma doença consegue ser mais forte que a coragem de enfrentá-la e de buscar a cura!

08 abr
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O Dia Mundial de luta contra o Câncer, celebrado em 8 de fevereiro, é mais uma data do calendário das entidades ligadas ao tratamento e prevenção contra o câncer para conscientizar a população mundial sobre a doença e incentivar as pessoas a falarem mais sobre o assunto no dia a dia.
Neste ano, o Intituto Nacional de Câncer (INCA) escolheu como tema o estigma social do câncer. A campanha tem o objetivo de desmistificar marcas negativas associadas à doença, como emoções tristes ou até a morte, por meio do compartilhamento de experiências de pessoas que tiveram a doença e o foco no acolhimento e apoio da família. Além disso, a campanha abordará o problema da desinformação provocado pela veiculação de notícias falsas e equivocadas sobre o tema, que podem atrapalhar a prevenção e o tratamento do câncer.
Todo esse movimento segue ainda a campanha criada em 2016 pela União Internacional para o Controle do Câncer (UICC) para o triênio 2016-2018 que tem como slogan: “Nós podemos. Eu posso”. O objetivo é mostrar como todas as pessoas do mundo – em grupo ou individualmente – podem agir de diferentes maneiras para reduzir o impacto do câncer no planeta.
A campanha do Dia Mundial do Câncer 2018 aprofundará e ampliará o tema do estigma social do câncer, já iniciado no Dia Nacional de Combate ao Câncer de 2017. Trata-se de um assunto ainda pouco discutido no contexto nacional, que afeta inúmeros pacientes, seus familiares e amigos, e pode dificultar o enfrentamento da doença.
Outra questão abordada pela campanha é a importância da informação correta para a prevenção e controle do câncer. Boatos, notícias falsas (fake news) e equivocadas veiculadas e divulgadas por diversos meios, inclusive pela Internet, trazem informações que podem prejudicar o tratamento da doença.
O INCA faz um alerta para o perigo das notícias falsas sobre câncer, que, muitas vezes, circulam nas redes sociais, são compartilhadas e “viralizam”, chegando rapidamente a milhões de pessoas.
É importante checar a fonte das notícias, ou seja, conferir em que veículo e por quem foi publicada, procurar outros lugares para verificar a veracidade da informação e ter cuidado com tratamentos que prometem resultados milagrosos. Se possível, confira a informação na própria página citada, veja os sites dos órgãos oficiais (como o do INCA e do Ministério da Saúde), verifique a data de postagem da notícia e as referências antes de compartilhá-la.
Entre os muitos papéis que o INCA desempenha no controle do câncer, estão ações relacionadas à vigilância. Entre elas, a publicação, a cada dois anos, de estimativas de casos novos da doença.
Essas informações, produzidas seguindo rigorosos critérios científicos, têm o objetivo principal de apoiar o gestor no planejamento de políticas públicas de prevenção, detecção precoce e tratamento dos cânceres mais incidentes, de acordo com a realidade de cada estado ou região geográfica.
Para o biênio 2018-2019, a Divisão de Vigilância e Análise de Situação, da Coordenação de Prevenção e Vigilância do INCA, responsável pela compilação das informações, analisou os 19 tipos de câncer mais incidentes na população brasileira, sendo 18 nas mulheres e 15 entre os homens. Na população masculina, os tipos mais incidentes nesse período serão: pele não melanoma, próstata, pulmão, intestino grosso, estômago e cavidade oral. Os cânceres que atingirão mais as mulheres, por sua vez, serão: pele não-melanoma, mama, intestino, colo do útero, pulmão e glândula tireoide.
Os outros tipos de câncer incluídos no levantamento são: esôfago, bexiga, laringe, leucemias, Sistema Nervoso Central, Linfoma de Hodgkin, Linfoma não Hodgkin, melanoma, corpo do útero e ovário.
A distribuição por região geográfica mostra que as regiões Sul e Sudeste concentram 70% da ocorrência de casos novos. Nas regiões Sul e Sudeste, predominam os cânceres de próstata e de mama, bem como os cânceres de pulmão e de intestino. A Região Centro-Oeste, apesar de semelhante, incorpora em seu perfil os cânceres do colo do útero e de estômago entre os mais incidentes.
Nas Regiões Norte e Nordeste, apesar de também apresentarem os cânceres de próstata e mama entre os principais, a incidência dos cânceres do colo do útero e estômago tem impacto importante. A Região Norte é a única do país onde as taxas dos cânceres de mama e do colo do útero se equivalem entre as mulheres.
As estimativas não devem ser utilizadas para analisar tendências temporais, mas sim para planejar ações futuras e não para fazer comparações históricas. A permanente produção de informações sobre a incidência de câncer, assim como alterações na metodologia de cálculo, impede a comparação de estimativas de diferentes períodos. Essa também é a indicação do projeto Globocan, da Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (Iarc), da Organização Mundial da Saúde (OMS), que calcula as estimativas mundiais para incidência de câncer.

Referência Bibliográfica

Controle do Câncer. Disponível em < http://www.inca.gov.br/dia-mundial-do-cancer/>, acesso em 06/04/2018. 

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