Como disse Rubem Alves: “- Um livro é um brinquedo feito com letras. Ler é brincar!”

25 nov
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Paulo Freire, um dos grandes nomes da pedagogia em todo mundo, brasileiríssimo de origem, disse que ‘ninguém começa a ler a palavra, porque antes o que a gente tem para ler à disposição é o mundo’. Isso é verdade! Antes mesmo de estarmos alfabetizados, isto é, preparados para decodificar letras das palavras escritas ou ditas e entender o contexto no qual elas foram empregadas, nossa leitura é restrita ao entendimento dos fatos ocorridos, das situações nas quais estamos envolvidos, seja indiretamente, ou diretamente.
A leitura, portanto, exerce um papel de agente de inclusão, pois recria fenômenos ocorridos no mundo real, expandindo-os, ensinando a compreender conteúdos das entrelinhas, transformando as informações, construindo narrativas diversas e, enfim, promovendo a cidadania, uma vez que, o acesso à educação é um direito humano e constitucionalmente garantido (sob risco apenas da aprovação de emendas à constituição que retirem essa universalidade do documento que gerencia nosso país).
Acreditamos no diferencial que a leitura promove em nossas vidas. Esse hábito nos prepara para superar as circunstâncias que a vida nos apresentar, ainda que, por vezes, ao longo da vida, não saibamos para onde ir, pois, nos lembra que há sempre uma possibilidade a ser buscada, descoberta. Por isso, incentivamos à leitura em nossa Escola, com esse projeto do nosso coração, conhecido por ‘Mala da Leitura’. O hábito da leitura nos permite alçar degraus mais elevados da nossa criatividade e imaginação! Abaixo, vocês conferem os resumos dos livros dos quais as apresentações foram baseadas, além, é claro, das fotos de cada uma das apresentações realizadas, em ambos turnos.

Agrupamento de 03 anos A – Matutino
Livro: ‘A rã invejosa’, a fábula de Fedro.

Certa manhã uma rã pulou da água junto à margem do pantanal onde vivia, feliz da vida com a campina verdinha e as várias flores multicoloridas. De repente, viu um boi a ruminar, tranquilamente. O boi era tão enorme, que a rá ficou envergonhada por ser pequenina. Atormentada por um sentimento estranho, de querer ser maior que o boi, a rã se pois a chamar suas companheiras para que testemunhassem sua façanha de crescer e crescer até ficar do tamanho do boi. Para conseguir realizar esse crescimento absurdo, a pequena rã, pôs a inspirar fortemente o ar, repetidas vezes, e de fato, foi crescendo, inchando, pouco a pouco. De vez em quando, perguntava se já estava tão grande quanto o boi e recebia a devolutiva de suas companheiras, que ainda faltava muito. A rã prosseguiu com seu plano, cada vez enchia-se mais e mais de ar, até que sua pele, embora elástica, não conseguia se esticar mais, pois estava esticada tal e qual um tambor. Mesmo assim, nada fazia com que ela desistisse, contudo, numa última tentativa de crescer, puxou o ar mais uma vez e acabou estourando como um balão de borracha. Depois do estouro, as outras rãs foram embora viver a vida. A rã pequenina também poderia ainda estar coaxando feliz no seu charco, não fosse a inveja, que a fez agir sem pensar no seu próprio bem e lhe custou a vida.

2º ano A – Matutino
Livro: ‘Ingredientes para um mundo melhor: conversando sobre solidariedade e paz’, escrito por Índigo, com ilustrações de Newton Foot e publicado pela editora Escala Educacional.

O que é solidariedade? O que significa essa palavra tão grande? Embora assuste pela quantidade de letras, solidariedade expressa uma atitude simples, aliás, um conjunto de atitudes simples, como: empatia, ajudar o próximo. Atenção e compreensão com os outros também faz parte da atitude solidária. Saber ouvir, dar uma ‘mãozinha’… fórmulas simples, recheadas com os sentimentos que encontram lugar dentro de cada um: amor, alegria e respeito. Munido de valores éticos e desses sentimentos, a mudança de atitude se torna fácil. Basta colocar em prática nos diversos lugares que frequentamos: em casa, na Escola, na rua, afinal, gentileza e boa educação sempre são bem-vindas e caem bem em qualquer pessoa, independente de estilo ou personalidade. Com o tempo, esse bom hábito, torna-se rotineiro e traz consigo uma paz que conforta e integra. Daí, passamos a perceber uma grande mudança em volta, numa espécie de efeito dominó, a sensação de bem estar contagia, pois cativa a todos e agrega cada vez mais pessoas em prol de uma boa causa. Por isso, vale muito a pena tentar praticar a solidariedade, principalmente, para cultivarmos a paz entre nós!

6º ano A – Matutino
Livro: Deu a louca nos contos de fadas, adaptação do livro ‘Contos de Grimm’, escrito pelos Irmãos Grimm, com tradução de Monteiro Lobato e publicação da Editora IBEP.

Essa adaptação utiliza personagens que são citados nos contos de fadas escritos pelos famosos Irmãos Grimm. Os narradores que contam essa história, contudo, são atormentados frequentemente por palhaços que teimam em aparecer nas cenas que não são deles. Bem, vamos a história então: havia uma princesa muito, mais muito mimada, de um reino bem distante. Seus pais estavam muito cansados das mal-criações da filha e resolveram tirar umas férias de uns dez anos dela, deixando seus cuidados a cargo de empregados e de sua fada madrinha. Certo dia, após acordar às três da tarde, a princesa chama o criado e pede para que ele providencie inúmeras coisas sem qualquer sentido, apenas para satisfazer seu grande ego, como: cachorros quentes sem pão, massagem nos pés com pétalas de rosas azuis, cinquenta tipos de doces diferentes… O criado ao ouvir os pedidos, murmurou uma queixa sobre os absurdos pedidos. A princesa interveio e perguntou o que era. E, o criado respondeu apenas que já estava indo providenciar os pedidos. Nisso, os palhaços, fazendo palhaçada, aparecem sem serem chamados, mas logo são espantados pelo mau humor da princesa. Em tempo, na floresta havia uma bruxa entediada, afinal, não havia nenhuma nova maldade para fazer. Até que, repentinamente, teve uma ideia maléfica: raptar a princesa mimada. Não hesitou um instante sequer, pegou sua vassoura, rumou ao castelo, raptou a princesa e fez dela sua prisioneira. Quando o criado voltou para atender a princesa, teve uma surpresa, ela havia sumido. Preocupado, num primeiro instante, pensou: Aonde ela se escondeu? Será que foi raptada? Contudo, lembrou-se do quão chata ela era e acabou por agradecer seu sumiço, prometendo fazer uma festa em comemoração. Mais uma vez, apareceram os palhaços, a fim de participarem da festa, todavia, os narradores os expulsaram mais uma vez dessa cena. Eles estavam tremendamente sem noção. A bruxa levou a princesa para a floresta. Sem entender o que estava acontecendo, a princesa já se pós a fazer exigências, de sucos, revistas e isso deixou a bruxa bem aborrecida. Ainda assim, a malvada resolveu atender os pedidos, até para ter um tempo livre para cobrar o resgate da princesa no castelo. E, desse modo agiu. Chegando lá foi escorraçada pelo criado, que disse para ela fazer bom proveito da companhia enjoada da princesa. Descrente e cansada a bruxa voltou para a floresta e lançou um feitiço na princesa para paralisa-la. Nisso, aparecem os palhaços e a fada madrinha no castelo. A fada pergunta para o criado aonde estava a princesa e ele lhe responde que ela havia sido raptada pela bruxa e levada para a floresta. Preocupada com sua reputação de cuidadora, a fada ruma à floresta em busca da princesa. Ao chegar lá, é recepcionada pela bruxa, que sem paciência para o blá-blá-blá da fada, a paralisa com o mesmo feitiço empregado na princesa. O criado começa a enviar os convites para sua festa e percebe que já não havia mais ninguém para chamar, afinal, a princesa e a fada estavam paralisadas, a bruxa, bem… a bruxa deveria estar aborrecida com a recepção que teve no castelo… de repente, os palhaços aparecem novamente e não aceitam o pedido de saída. Eles estavam com a corda toda e fizeram uma revelação intrigante! Isso mesmo! Aquela que era tida como bruxa, não passava de uma menina que precisava tomar banho. Pense! Nisso, deram um banho nela, desfizeram o feitiço jogado na princesa e na fada e ajudaram o criado a organizar toda a festa. Fim!

Galeria de fotos das apresentações da mala da leitura do 4º trimestre do turno matutino – http://orientarcentroeducacional.com.br/galeria-de-fotos/apresentacao-da-mala-da-leitura-do-4o-trimestre-letivo-2016-turno-matutino.html

Agrupamento de 03 anos B – Vespertino
Livro: ‘Branca de Neve e os Sete Anões’, dos Irmãos Grimm.

Esse clássico dos contos de fada, conta a história de uma princesa bem branquinha, de cabelos negros, a mais linda do reino, que tinha uma madrasta muito má e invejosa, que queria ser a mais bela de todas. Numa tentativa de conseguir realizar seu objetivo, a madrasta manda um dos seus criados dar fim na pobre Branca de Neve, matando – a na floresta. Contudo, com pena de matar tão bela criatura, o criado a abandona na floresta e leva o coração de um cervo para a rainha má, como prova do crime. Perdida na floresta, Branca de Neve, caminha sem rumo até encontrar uma casinha bem linda. A princesa entrou para descansar, afinal já havia horas que caminhava sem nada encontrar. Ao entrar, contudo, percebeu que tudo nessa casinha era bem pequenininho e que havia sete caminhas, sete cadeirinhas, aliás, tudo o que havia lá era em sete. Achou engraçado! Mas, como estava muito cansada, resolveu juntar todas as caminhas para tirar uma soneca. Passado um tempo, chegaram os verdadeiros donos dessa casa, os sete anões, que trabalhavam na mina de ouro: Mestre, Dengoso, Atchim, Feliz, Soneca, Zangado e Dunga. Eles ficaram assustados ao perceberem que alguém havia entrado na casa. Contudo, ao acenderem as luzes, se depararam com uma linda princesa, de pele alva, cabelo escuro e lábios bem vermelhos, dormindo tranquilamente. Acordaram-na e ela também se impressionou ao vê-los, tão pequenininhos. Ela lhes contou o motivo de ter se escondido lá, que fugia das maldades de sua madrasta. Comovidos com a sinceridade da princesa, os anõezinhos permitiram que ela vivesse com eles. Para retribuir o favor, Branca de Neve cuidava da casinha dos anões com carinho. Enquanto isso, no castelo a rainha má, crente que era a mais bela de todo o reino, quis confirmar e perguntou ao seu espelho mágico: “- Espelho, espelho meu, existe em todo o reino, alguém mais bela do que eu?”. O espelho respondeu, que, havia sim, escondida na floresta, vivia a princesa Branca de Neve, sob a tutela de sete anõezinhos, a mais bela dentre todas as criaturas daquele reino e de todos os outros. Mordida de raiva, a rainha traçou um plano diabólico para acabar com Branca de Neve. Foi até o porão do Castelo e fez um feitiço poderoso de morte, que só poderia ser desfeito por um beijo de amor verdadeiro, e o colocou em umas maçãs bem vistosas. Vestiu-se de velha, pegou a cesta com as maçãs e foi até a Branca de Neve. Ofereceu a princesa uma de suas maçãs, que acabou por aceitar, feliz com a generosidade da senhora. Quando mordeu a maçã, Branca de Neve, desmaiou e caiu em sono profundo. Quando chegaram do dia de trabalho, os anõezinhos ficaram muito tristes ao verem a princesa naquele estado. Fizeram para ela um caixão de vidro e a puseram nele. Quando terminaram de fazer isso, ouviram um barulho pela floresta. Era um príncipe que estava em viagem. Ao ver Branca de Neve no caixão, ficou encantado com a beleza dela, não resistiu e beijou-a apaixonadamente. Os anões não gostaram da atitude do príncipe, mas… de repente, a princesa despertou. Felizes com o milagre, os anões se despediram do casal, que partiu rumo ao castelo. Lá, depuseram a rainha e se casaram, sendo felizes para sempre.

2º ano B – Vespertino
Livro: ‘É meu! Não empresto!’, de Claire Llewellyn e Mike Gordon, traduzido por Irami B. Silva, publicado pela Editora Scipione.

Tom era um menino levado e um tanto egoísta, não gostava de dividir nenhuma de suas coisas com ninguém, incluindo com Juca, seu amigo. Sua mãe chateada com suas atitudes, o alertou que se continuasse assim iria acabar sozinho, sem amigos para brincar. Mas, mesmo assim, ele não deu ouvidos aos conselhos e continuou sendo malcriado com o amigo. Determinada a fazer Tom enxergar sua atitude deselegante, sua mãe o coloca para refletir sobre sua atitude. Nesse tempo, Tom saí de casa e vai para a casa de suas melhores amigas, as gêmeas, Lígia e Lia. As meninas cresceram dividindo as coisas, afinal, eram irmãs e achavam compartilhar mais divertido. Tom e as meninas brincaram juntos a tarde toda e, com essa simples atitude, o menino começou a perceber que compartilhar aproxima as pessoas da gente. Ele entendeu que não adiante ter um brinquedo novinho e não ter com quem brincar, que é bom ter um animalzinho de estimação só da gente, mas poder brincar com ele e os amiguinhos é muito melhor. Ele viu as pessoas fazem isso o tempo todo, emprestam suas coisas para outras pessoas. Disso, decidiu mudar de atitude e se esforçar mais para dividir suas coisas, como primeiro passo rumo à mudança, chamou o Juca para ouvir música junto dele no celular, dividindo os fones com o amigo. Ao ver os meninos se divertindo, a mãe de Tom ficou muito feliz em vê-lo brincando com o amigo, dividindo seus brinquedos. Tom percebeu que ao compartilhar com os amigos, eles também compartilham conosco, fomentando uma cultura de generosidade.

6º ano B – Vespertino
Livro: ‘Sem açúcar, com afeto.’, de Telma Guimarães Castro Andrade, publicado pela Editora do Brasil.

Esse livro conta a história de Clara, uma menina que assiste o fim da relação de seus pais, que após a separação, tentam seguir suas vidas com outras pessoas. Nesse período, muda uma mulher e sua filha para o prédio em que mora, de nomes Eduarda e Paula, respectivamente. A mãe de Clara culpa essa nova moradora de sua separação, julgando-a como algoz desse rompimento. Clara, vendo o sofrimento de sua mãe, acaba por rejeitar essas duas moradoras, chamando-as, constantemente, de mulheres meladas. Num certo final de semana, o pai de Clara a levou ao shopping para comprar um biquiní novo e, coincidentemente, lá, nessa loja de roupas de banho, encontraram com Paula e sua mãe. Irritada com a coincidência, Clara pegou as peças que a vendedora havia buscado e entrou em um trocador, contudo, ao abrir a porta, dá de caras com Paula aplicando uma injeção na barriga. Aquela cena deixou Clara chocada. Saiu do provador num impulso, entrou em outro e chamou seu pai para contar o que havia visto. Surpreso, o pai lhe contou que Paula era diabética e que aquilo que aplicava na barriga era insulina. Nesse mesmo dia, Clara descera para brincar no salão de jogos do prédio que morava e lá, mais uma vez, encontrou Paula. Ainda que relutante e por medo da bronca da mãe que estava chateada com a separação, Clara brincou de pingue-pongue com Paula. Durante a brincadeira, soube que ela iria estudar na mesma escola que estudava. E, pensou, agora a confusão está armada! Embora nos primeiros dias Clara evitasse um pouco a presença de Paula, a menina foi ganhando sua confiança e se tornou sua amiga. Com a convivência e a amizade, Paula explicou para Clara, que nasceu com diabetes, que é uma doença no sangue, que faz com que seu corpo não produza insulina suficiente para degradar os açúcares e, que por isso, não podia comer algumas coisas. Clara era adepta da dieta das porcarias, doces e frituras. Já Paula, por causa de sua condição, tinha uma dieta regrada e muito saudável. Um dia, Paula esqueceu seu lanche em casa, e, Clara preocupada com a amiga que estava com fome, saiu por toda escola em busca de alguma coisa que ela pudesse comer, afinal na cantina da escola só se vendiam porcarias e, a maioria das crianças, apenas comiam a comida empacotada e enlatada que era vendida lá. Conseguiram achar com muito custo, duas frutas, meia fatia de pão e um suco. Depois da odisséia atrás de um lanche para a amiga, Clara juntamente com Paula, foi até a direção reinvidicar à diretora que a cantina oferecesse opções mais saudáveis de comida. Algumas mães ao saberem da atitude das meninas, também se organizaram e endossaram a atitude, pois muitas outras crianças sofriam com diabetes, hipertensão, obesidade, dentre outras doenças causadas pela má alimentação. Juntas, as amigas eram fortes e conseguiram derrubar essa barreira! Com o tempo, foi chegando o aniversário de Clara e sua mãe resolveu que iria comemorar com uma festa no salão do prédio. Clara pediu a ela para chamar Paula, contudo, sua mãe recebeu o pedido com tristeza. Clara contou a história da menina para a mãe e de como se tornaram amigas, deixando-a comovida. Simone, a mãe de Clara, aceitou que convidasse a menina, mas apenas ela, afinal estava ‘grilada’ com a mãe dela, a mulher que “acabou” com seu casamento. Feliz com a permissão, Clara pediu mais uma coisa para a mãe, que o bolo fosse feito sem açúcar, para que a amiga também pudesse comer. No início a mãe questionou, hesitante, mas acabou concordando também. Contente e animada, Clara correu para escrever o convite para sua amiga Paula, nele disse: “Convido você para minha festa de aniversário. O bolo não vai ter açúcar, mas terá muito afeto! Conto com sua presença! De sua amiga, Clara.”; assim que o terminou, jogou-o debaixo da porta do apartamento de Paula. Passado mais algum tempo, tudo estava tranquilo! O pai de Clara estava namorando com Eduarda, a mãe de Paula, e, Simone, a mãe de Clara, também havia encontrado um novo amor, em um colega de trabalho, o Rodolfo. Vendo seus pais felizes, Clara e Paula ficaram radiantes e perceberam o poder conciliador das verdadeiras amizades!

Galeria de fotos das apresentações da mala da leitura do 4º trimestre do turno vespertino – http://orientarcentroeducacional.com.br/galeria-de-fotos/apresentacao-da-mala-da-leitura-do-4o-trimestre-letivo-2016-turno-vespertino.html

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