Apresentação da Mala da Leitura do 2º Trimestre Letivo – Predomínio dos clássicos da literatura!

02 jun
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Para finalizar com chave de ouro, o 2º trimestre do ano letivo de 2016, realizamos ontem, dia 1º de junho, na Escola as apresentações do projeto mala da leitura. As dramatizações são sempre momentos de muita alegria para tod@s @s alun@s, pois, além de promover a integração da comunidade escolar, permite que as crianças e adolescentes viagem no mundo da fantasia e aprendam, ao ouvir essas estórias, narradas pel@s colegas, valores e lições que ensinam sobre respeito, diversidade e cidadania.

A turma do 3º ano A – Matutino, apresentou uma peça inspirada no livro ‘O abraço de Antônio’, na qual Antônio conta a história de quando sua mãe, Rita, o procurava por toda parte até que, finalmente, o encontrou. A primeira vez que se viram, não foi após o parto, pois Antônio não nasceu da barriga de Rita, mas sim, foi adotado por ela. Mas, naquele primeiro abraço, Rita e Antônio sentiram a emoção e o amor do momento do nascimento, pois ali nascia uma família feliz, com uma mãe e um filho do coração.

O 7º ano A – Matutino, por sua vez, apresentou uma adaptação da famosa obra de Charles Lutwidge Dodgson, cujo pseudônimo é Lewis Carroll, ‘Alice no País das Maravilhas’. Nessa história a menina Alice caí em uma toca de coelho que a transporta para um lugar fantástico povoado por criaturas peculiares e antropomórficas, revelando uma lógica absurda, bem característica dos sonhos. O mundo em que se encontra Alice, chamado de ‘País das Maravilhas’, está repleto de alusões satíricas dirigidas aos tantos tipos de comportamento humano, paródias de poemas populares ingleses do século XIX, além de referências linguísticas e matemáticas, expressas nos famosos enigmas que garantiram a popularidade do livro, como uma das mais célebres obras do gênero literário nonsense. 

No turno vespertino, o agrupamento de 04 anos B, encenou um conto muito famoso e bem antigo, o clássico ‘Chapeuzinho Vermelho’, datado do século XV, mas publicado pela primeira vez em meados do século XVII, por Charles Perrault, que conta a história de uma menina que usava uma capa vermelha e era muito gentil e cortês. Certa feita, sua mãe lhe pediu para levar alguns quitutes para a avó que estava adoentada, contudo, pediu para a menina que não saísse do seu curso, pois a floresta por onde passaria até chegar a casa da vovó, tem muitos perigos. Ao seguir o caminho para poder visitar a vovó, Chapeuzinho vermelho se depara com um lobo matreiro, que a todo instante lhe perguntava sobre o que carregava na cesta, mas obedecendo a mamãe, Chapeuzinho, apesar de gentil, não dava muita conversa ao lobo. Chegando a casa da vovó, Chapeuzinho estranhou a aparência dela, perguntando-lhe o porque de seus olhos estarem tão diferentes, seu rosto estar peludo e sua boca estar tão grande, de repente, o lobo salta e tenta pegar a menina, mas, ela e a vovó que estava presa no armário, foram salvas pelo caçador, que mata o lobo mal e deixa que a vovó e a netinha sigam felizes a deliciarem-se com a comida que a menina havia levado.

Já a turma do 3º ano B – Vespertino, dramatizou a história contada no livro ‘O Reino da Lagartolândia’. Esse Reino era muito especial e lá, coisas incríveis aconteciam. Diferentes insetos conviviam nesse reino e aprendiam e ensinavam uns aos outros sobre o modo de vida das lagartas. Uma moradora especial de Lagartolândia, era a Dona Lagarta de Fogo, que é bem peludinha e animada, e, para espalhar a alegria que sentia de viver resolveu dar uma festa em sua grande e bonita casa, convidando todos do reino: as lagartas, os sapos, os grilos, enfim, todos os moradores de lá. A festa corria solta e todos dançavam felizes, contudo, ninguém se aproximava da dona da festa, a Lagarta de Fogo, porque ao abraçá-la, seus pelos queimavam como fogo. Nem os sapos do coral, nem as joaninhas do buffet, tampouco os grilos da floresta arriscavam tirá-la para dançar, por medo de se queimarem com os pelos da Dona Lagarta de Fogo. Isso deixou – a muito triste e chateada, pois ficou de escanteio, enquanto todos aproveitavam a festança. Só que, de repente, chegou o Lagartão Verdito, vestido com uma linda capa, e convidou a Dona Lagarta de Fogo para dançar, que, por sua vez, ficou muito contente com o convite e não parava de sorrir, afinal, aquele foi o dia mais feliz de sua vida. Depois da festa, todos seus amigos iam visitá-la com uma longa capa e se aproximavam da Dona Lagarta de Fogo sem medo algum. Assim, a Dona Lagarta de Fogo ficou muito grata ao seu amigo Lagartão Verdito que deu uma lição de solidariedade e respeito a toda comunidade de Lagartolândia ao invés de rejeitar a amiga, aprender a conviver com ela como ela é, respeitando as suas diferenças.

E, por fim, a galera do 7º ano B – Vespertino, buscou uma história alemã do século XVII, contada por dois irmãos, chamada ‘O Alfaiate Valente’, para encenar para @s colegas da Escola. Certa feita um alfaiate, um exímio costureiro, prepara-se para comer alguns doces, contudo, umas mosquinhas resolvem pousar nos doces e, então, em uma única tacada o alfaiate mata sete moscas de uma só vez. Para gabar-se do feito, o alfaiate fez uma faixa que descreve a ação, com os dizeres: “matei sete de uma vez”. Inspirado, ele sai pelo mundo, para tentar fazer fortuna. Em suas andanças, o alfaiate conhece um gigante, que, por sua vez, presume ao ler a faixa que o alfaiate matou sete homens de uma única vez. Disso, o gigante desafia o alfaiate a provar sua força. Enquanto o gigante espreme água de um rochedo, o alfaiate espreme a água ou melhor, o soro, de um queijo. O gigante atira uma pedra no ar e esta demora para cair, e, o alfaiate para superar o gigante, lança um pássaro que voa para longe e faz o gigante acreditar que o pequeno pássaro é uma ‘pedra’, que é jogada tão longe que nunca cai. Não satisfeito o gigante propõe um outro desafio ao alfaiate, que esse o ajude a carregar uma árvore. O alfaiate aceita ajudá-lo, mas impõe a condição de que o gigante pegue a árvore pelo tronco, enquanto ele a carrega pelas ramas, durante o percurso, contudo, o alfaiate espertalhão, sobe em cima da árvore e faz com que o gigante o carregue também. Impressionado, mas ao mesmo tempo mal intencionado, o gigante convida o alfaiate para dormir em sua casa, onde vive com outros gigantes. Durante a noite, o gigante tenta matar o alfaiate, mas não consegue, pois o mesmo achou a cama muito grande e resolveu se aconchegar em um cantinho. Ao amanhecer, os gigantes viram o alfaiate vivo e fugiram de medo. Ao ver só naquela ‘Terra de gigantes’, o alfaiate põe-se a caminhar novamente e chega até um reino. Lá resolve inscrever-se para o serviço real, contudo os outros soldados ficam ressabiados com a sua presença, tratam-no com reservas por medo de um dia, caso ele venha perder a paciência, e volte a matar sete pessoas de uma única vez com apenas um golpe. Por esse motivo, dirigem-se ao rei e pedem-no para que mande o alfaiate embora, sob ameaça de abandonarem o serviço. O rei, por sua vez, por medo de ser morto ao mandar o alfaiate embora, envia-o para derrotar dois gigantes pipoqueiros que tem atormentado a paz no seu reino, e, para tal, propõe ao alfaiate como prêmio pelo cumprimento da missão, metade de seu reino e a mãe de sua filha em casamento. O alfaiate topa o desafio. Sua estratégia para cumprir a tarefa foi fazer com que os gigantes brigassem entre si, e, então, põe-se a atirar pedras contra os dois gigantes enquanto eles dormem, disso eles acordam e começam a bater um no outro até caírem cada um para um lado. O rei percebendo o talento do gigante resolve enviá-lo atrás de um unicórnio, um animal raro e muito arisco. O astuto alfaiate cria uma armadilha para prender o unicórnio em uma árvore, de modo que quando o unicórnio viesse atacá-lo, ele sairia da frente e o chifre do animal ficaria preso no tronco da árvore. E, por fim, o rei o envia em busca de um javali selvagem e, mais uma vez, o esperto alfaiate cria uma armadilha e prende o bicho em uma capela. Depois de cumprir todas as missões dadas pelo rei, o alfaiate casa-se com a princesa. Todavia, em uma noite após casados, a princesa ouve o alfaiate falar durante o sono e percebe que ele é apenas um alfaiate. Surpresa, a princesa corre até seu pai, o rei, e conta-lhe toda a verdade, o que faz com que o rei prometa a filha mandá-lo embora de uma vez por todas. Um escudeiro, amigo do alfaiate o adverte sobre a decisão do rei. Agora, mais uma vez, o alfaiate se faz valer de suas artimanhas, finge estar dormindo e conta novamente todos os atos que fez reforçando sua fama de valente e diz ainda que não tem medo dos homens que estão atrás da porta. Apavorados os soldados saem correndo e o rei, diante desse fato, resolve manter o alfaiate no reino.

 

Galeria de fotos

*Apresentações da Mala da Leitura do 2º Trimestre Letivo de 2016 do Turno Matutino – http://orientarcentroeducacional.com.br/galeria-de-fotos/apresentacoes-do-projeto-mala-da-leitura-do-2o-trimestre-turno-matutino.html

*Apresentações da Mala da Leitura do 2º Trimestre Letivo de 2016 do Turno Vespertino – http://orientarcentroeducacional.com.br/galeria-de-fotos/apresentacao-da-mala-da-leitura-do-2o-trimestre-letivo-turno-vespertino.html

Referências Bibliográficas

3º ano AM – RIGUEIRA, Luciana. O abraço de Antônio. Ilustrações de Elisabeth Teixeira. São Paulo: Paulinas, 2009. Coleção Tempo de Criança, 2ª edição.

7º ano AM – CARROLL, Lewis. Alice no País das Maravilhas (Alice’s Adventures in Wonderland). Tradução e adaptação de Telma Guimarães e ilustrações de Alexandre Rampazo. São Paulo: Editora do Brasil, 2009. Coleção biclássicos, edição bilíngue – português/ inglês.

Agrupamento de 04 anos BV – PERRAULT, Charles. Chapeuzinho Vermelho.

3º ano BV – SENNA, Patrícia. No Reino da Lagartolândia. Ilustrações de Robson Oliveri. Recife: Prazer de Ler, 2015.

7º ano BV – GRIMM, Irmãos. O Alfaiate Valente.

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