Acabe com a poluição plástica! Se você não consegue reutilizar, recuse!

05 jun
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O Dia Mundial do Meio Ambiente, comemorado hoje (5), tem como tema este ano “#AcabeComAPoluiçãoPlástica”. O objetivo da ONU Meio Ambiente é chamar a atenção da sociedade para reduzir a produção e o consumo excessivo de produtos plásticos descartáveis.
Em 2018, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), a data soma esforços à campanha #MaresLimpos (http://cleanseas.org/), para combater o lixo marinho e mobilizar todos os setores da sociedade global no enfrentamento deste problema, que se não for solucionado poderá resultar em mais plástico do que peixes nos oceanos até 2050.
Segundo as Nações Unidas, a poluição plástica é considerada uma das principais causas atuais de danos ao meio ambiente e à saúde. Por ano, são consumidas até 5 trilhões de sacolas plásticas em todo o planeta.
Ainda segundo a ONU Meio Ambiente, a cada minuto, são compradas 1 milhão de garrafas plásticas e 90% da água engarrafada contêm microplásticos. De acordo com o organismo internacional, metade do plástico consumido no mundo é descartável e pelo menos 13 milhões de toneladas vão parar nos oceanos anualmente, afetando 600 espécies marinhas, das quais 15% estão ameaçadas de extinção.
Mais de 100 países se uniram sob o slogan do Dia Mundial do Meio Ambiente deste ano e se comprometeram com atividades, como mutirões de limpeza de praias e florestas, e anúncios de políticas públicas voltadas ao descarte e consumo responsável do plástico.
Para o diretor executivo da ONU Meio Ambiente, Erik Solheim, este é um momento crucial para reverter a maré de poluição global. “Precisamos encontrar soluções melhores e mais rápidas do que nunca. Desistir não é uma opção para nós. Agora é a hora de agir juntos – independentemente da nossa idade – pelo bem do nosso planeta”, disse, em nota.

Assista abaixo alguns vídeos que selecionamos para refletir sobre a importância de mudar nossos hábitos de consumo e reduzir o plástico presente em nossas vidas, para o bem do nosso planeta.

“O mundo de plástico”, de Anita Sancha – A animação produzida pela Anita Sancha que é uma cineasta inglesa, editora, animadora e diretora da Pea Shoot Media, com patrocínio da marca de suplementos alimentares orgânicos Nutracare. Esse vídeo traz uma mensagem muito importante para todos nós: devemos nos atentar para a quantidade de plástico que consumimos e rever nossos hábitos de consumo. O planeta pede socorro! Temos que ouvir o clamor da Terra e de todas criaturas que nela habitam, inclusive nós mesmos. Somente com a mudança de hábitos, privilegiando a sustentabilidade em todos os aspectos, não apenas econômicos, mas também ambientais e sociais, conseguiremos reverter o fluxo da degradação do meio ambiente e preservá-lo para as próximas gerações.

“Fake Plastic Trees”, Radiohead – De acordo com Tom Yorke, vocalista da banda inglesa Radiohead, essa canção foi inspirada em uma área no leste da cidade de Londres, chamada Canary Wharf, construída em terrenos baldios não utilizados junto ao rio Tâmisa. Na época da composição da música, no meio da década de 90, esse setor estava destinado a construção de uma grande zona empresarial, contudo, com a desaceleração do mercado ocorrida nesse período, o projeto de reestruturação de Canary Wharf foi protelado e para disfarçar o aspecto de canteiro de obras inacabadas, a prefeitura de Londres ajardinou a região com várias plantas artificiais, numa tentativa de reurbanizar e reintegrar o local à cidade. Atualmente, Canary Wharf é conhecida como o business district (centro financeiro) de Londres, com uma infinidade de prédios com fachadas de vidro espelhado, retratando impessoalidade, o que transmite uma ideia de superficialidade, reforçada pelo consumismo e pelas aparências. Mas, para além dessa crítica arquitetônica, ou outras interpretações possíveis, a crítica social ao consumismo nas metáforas presentes na letra é muito grande. As falsas árvores de plástico são um retrato do mundo moderno, que é superficial e que desperta nas pessoas um desejo fervoroso de escapar. As pessoas descritas na canção são caricaturas de nossa cultura descartável, todas as quais estão desconstruindo ou estão despertando para sua própria desintegração das humanidades, tanto físicas como espirituais, como conseqüência de suas vidas, investimentos em materialismo e vaidade.
Regar uma “planta de borracha chinesa falsa” é existencial. É um exercício de futilidade. Além disso, “livrar-se de si mesmo” é uma afirmação absurda e niilista. Isso indica uma espécie de colapso por parte do nosso narrador que “não pode evitar o sentimento” de poder “explodir o teto (não o teto literal, mas o teto de sua estagnação)” se eu (ele) simplesmente virar e corre”. Nosso narrador está esgotado por seu dilema. Ele rejeita o molde. Um amor de plástico é só isso … plástico. Ele não pode ser quem querem que ele seja o tempo todo. Ele não pode viver em um mundo falso de plástico.

Referências Bibliográficas

Beat Plastic Pollution <http://worldenvironmentday.global>, acesso em 05/06/2018.

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